Gabeira: “A arma da Guarda Municipal deve ser o celular”

By gabeira43

A morte do menino João Roberto, de 3 anos, baleado domingo à noite durante perseguição policial na Tijuca, levou para a campanha eleitoral o debate sobre o papel da Guarda Municipal do Rio na segurança pública.

Ontem, os candidatos a prefeito criticaram a atuação da Polícia Militar no caso e defenderam maior participação da prefeitura na vigilância da cidade. Mas nenhum apoiou abertamente a adoção de armas de fogo pela Guarda Municipal. Pelo Estatuto do Desarmamento, municípios com mais de 50 mil habitantes podem armar seus agentes.


Para Gabeira, a arma da Guarda Municipal deve ser o celular, pelo qual os guardas enviaram informações de pequenos delitos para uma central: – A primeira arma dele seria um bom telefone celular. A segunda arma que eu penso é uma chamada Taser, que é não-letal e muito discutida nos Estados Unidos. Se a gente caminhar para esses dois equipamentos, transformamos os guardas municipais numa rede de comunicação.

O candidato disse que vem estudando a estrutura da Guarda Municipal de Curitiba, administrada pelo PSDB. Sobre a ação da PM do Rio, Gabeira chamou a política de segurança do estado de incompetente, e sugeriu o uso de aviões para o setor de inteligência da polícia.

- Podemos usar aqui aviões nãotripulados para monitorar as áreas mais perigosas. Já falei com dois fabricantes estrangeiros que têm essa oferta. Os aviões filmam e mandam para um monitor as imagens daquela área – disse Gabeira, lembrando que esses aviões são usados por Israel e EUA.

A integração entre os três níveis de governo no gabinete de segurança também foi um dos temas defendidos pelos candidatos.

- A prefeitura deve agir em parceria com a polícia, denunciar quando perceber que existe algum problema, se envolver na questão. Os guardas municipais precisam estar integrados, se comunicando por rádio, celular, precisam estar ligados em uma rede – defendeu Gabeira.

A Guarda Municipal foi implantada em 1993, na primeira gestão do prefeito Cesar Maia (DEM), para atuar como força de segurança comunitária e com a missão de proteger bens, serviços e instalações municipais. Com 5.500 funcionários, conhecida como grande repressora de camelôs, hoje os guardas municipais também atuam no controle do trânsito na cidade.

As informações são dos diários O Globo e Jornal do Brasil.

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